O sensual, de uma forma só nossa

O sensual, de uma forma só nossa

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Sobre o livro O Sorriso do Gato Sedutor

Elly Claire Jansson Lopes

...
Então, sobre o livro da Joana: fiz em princípo,

uma leitura rápida... aproveitando o repouso exigido pelo médico.
Muito bem boladas as articulações entre o real e a ficção. A estrutura, de frases nominais e enxutas, revelam domínio dessa técnica, que lembra Dalton Trevisan, exigem do leitor a imaginação do cenário e favorecem o clima psicológico. O ápice da trama prende bastante, cria a expectativa e aumenta a tensão. A mim me prendeu bastante e eu queria saber logo o desfecho. Nesse aspecto, mil elogios.
Agora quanto ao assunto do enredo: para minha cabeça, não me senti à vontade lendo aquelas conversas dos e-mails. Mas isto é uma questão pessoal. Claro que a literatura, como arte da palavra,  não se prende ao"que"se aborda, mas ao "como". E nesse sentido, a Joana brilhou. Parabéns! E Parabéns pela coragem de registrar e denunciar assunto tão pesado e oculto, que tem feito tantas vítimas. Valeu! Tanto o romance como os poemas.
Foi muito bom estar com a Joana 4a feira passada, após 31 anos sem nos ver. Parece mentira! Ela está ótima, cheia de sonhos, muita vida.
Fiquei feliz vendo-a assim.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O SORRISO DO GATO SEDUTOR
SEDUÇÃO NA INTERNET

de JOANA ROLIM


Uma mulher e um homem. Um encontro na vida. Nasce uma história:
O SORRISO DO GATO SEDUTOR

Sedução. No dicionário: 3. Dom de atrair ou de seduzir, próprio de certas pessoas...   5. Meio empregado para seduzir mulheres.

Era uma vez...
Cenário: computador. Tela iluminada. Ela, escritora. Ele, um homem ... sedutor.
O relacionamento não surgiu do nada. Houve um encontro formal.
No primeiro e-mail, uma frase dele: Temos muito a conversar. Ela parou para pensar. Mas não havia indícios para formular pensamentos. Ficou ??? !!!! , logo ‘aquecidos’ pela deliciosa correspondência, em que ela entrou inteira (ele também).

Para ela, um desafio. Como mulher e escritora: decifrar a linguagem de um sedutor.
Para ele?...
Páginas e páginas virtuais se escreveram. A correlação entre as palavras era bem dosada (as dela).Sabia o risco, sabia a prudência.

Na dele, a palavras sedutora, a magia, o envolvimento. Se ela se encantava? Encantava. Ela vinha macia, gostosa. Havia consistência na expressão sedutora, sonoridade artística, o vocábulo ordinário se vestindo de extraordinário.

Na dela, no início a expectativa. Mas um poema se fez. E a arte a puxou num ímpeto.
Sabia de sua condição de ‘segundo sexo’- expressão sábia de Simone de Bouvoir . Conhecia a essência destas palavras. Mais um desafio. Vencido. Resolveu aderir ao destino. Sabia o perigo, a inspiração, e a possível submissão – esta imposta pela civilização.
As personagens se entrelaçam, camuflando um mundo sensual-sexual, até as palavras se transformarem em atitudes?!, ações?!...


As leis elaboradas no universo do planeta Terra são do homem, não das mulheres.



VENDAS ON LINE:

www.osorrisodogatosedutor.blogspot.com





quinta-feira, 16 de junho de 2016

O sensual de uma forma só nossa é identidade do meu livro de poemas, que nasceu oficialmente em Genebra, em 1º de a bril de 2011. É uma história de amor virtual-real, real-virtual de Jahn e Dawna, personagens ficcionais. E o que é a  ficção, senão um nível de realidade? Assim o amor se fez real, na linguagem poética, na  linguagem que emerge da alma, que transforma vidas, alimenta-as, que faz sonhar.
Como no resumo do livro, o sonho inesperado sonhando o real.
Nasceu dentro de um romance, que eu estava escrevendo. Nasceu imerso na sensualidade, no amor, na sedução. E como é bom escrever sobre o amor - que nos envolve com a felicidade, que muda a cor de nossos olhos e do nosso mundo, nos inunda com cores e faz de nossas palavras arte. Convivendo com a sensualidade, com a sedução, veio, para a história, a inspiração, com sua fala meiga e gentil, seu sorriso ardente e carinhoso, fazendo surgir meu primeiro poema sensual, deixando-me perplexa na vida.  Ele materializa a emoção. E somos emoção.
E o sonho de amor e o sonho do escrever se tornaram um.

                                Palavra-pecado                                                 

Ele me disse, com sua boca carnuda e bela, 
E eu o ouvi avidamente:
"Te vejo despudoramente nua na minha frente,
Mas é impronunciável, ainda, uma palavra..."

Que palavra é essa?
Que palavra sexual, tão carregada de energia,
Queima sua boca, que se fecha, sufocando-o?
Teria a cor intensa do sexo, o gosto do pecado,
O cheiro do viver?
O som de estrelas que explodem?
- como explode meu corpo em contrações de lábios
Que se abrem e fecham, apertando o prazer!

No espaço não há som!
Mas há mistério!

Esse mesmo mistério que me alucina e me penetra,
Me queimando com seu esperma,
Como o relâmpago, que tudo transforma em fogo,
E em fogo explode meu orgasmo,
No instante final em que a mente se esvai...

                                                                Joana Rolim 

P.S. Direitos autorais protegidos por Lei, Regisrado na Fundação Biblioteca Nacional.

Palavra-pecado

Em entrevista, Elisabeth Badinter - tema feminista - afirmou: "a mãe perfeita é um mito". Filósofa francesa, expôs seu pensamento entre aspas: "Ainda no século XXI, a boa mãe é a que sofre". E fala das mulheres com expressão vazia enquanto cuidam de seus filhos nas praças e jardins.
Uma expressão vazia no olhar, sabemos o que é, ou a disfarçamos. Mas não confundir com a expressão de Clarice Lispector, falando de um alguém apaixonado: " a gente fica com os olhos vidrados, olhando para a lua".
Parei, olhos perdidos no espelho cinzento das lembranças, janela aberta, olhando a vida e ... me deparei com um outdoor, com um anúncio publicitário - um convite-vertigem de um mundo proibido, estranhamente apresentado pela mão do Cristo-imagem, no  Corcovado: "Tenha um caso agora! Arrependa-se depois." No mais estreito sigilo! Homens pagam. Mulheres não.
- Blasfêmia!- gritou a Igreja Católica, dona da propriedade da imagem. E acionou os responsáveis juridicamente.
- OK, não se contesta isso. Mas 'blasfêmia'!
- Moisés, o senhor e sua tábua sagrada! - estamos em 2011. Por que ela teima em pregar como pecado 'um caso'?

Meus olhos em qualquer ponto do espaço, o cérebro se discutiu: O quê? Do quê? De quê? Por quê? Traição? Trair o que já não é! Agressivo? Agressividade é grudar a mulher num nicho - com todas as suas consequências - e escrever a clássica frase eternizada pela humanidade: "a mãe: a dor". E se fosse  'a mãe: o prazer'? O masoquismo reinante na religião não permitirá nunca.
- Perdoar! - a lei do perdão, instituída pela Igreja, é uma lei que gira viciosa e banalizada. Estratégia: confissão. Penitência: uma oração. E assim a liberdade de se praticar um novo ato condenado se repete num processo contínuo, que atordoa, mas que acostuma. Livre! Perdoado! E se cristaliza, então, o outdoor da violência - assassinato, roubo, estupro, intromissão, droga, assalto, corrupção, mentira... Sabe-se de cor o dicionário que a caracteriza. No entanto, não se vê, na cidade-símbolo do Brasil, nenhuma ação jurídica por parte dessa 'guardiã dos bons costumes' contra a infame violência social, que vive e cresce e, como um polvo, estende seus tentáculos, apertando a garganta de vidas, sufocando-as. Como interpretar as mãos estendidas do Cristo-símbolo?
O que o site oferece? Momentos felizes. Sem impor, sem castigo, mas com convicção, realista e amarga, da insatisfação sexual humana, que sempre buscou no 'escondido' esse prazer, quando  a 'performance' não convence. Que paradoxo! Mas o site se  apoiou em pesquisas: milhões de insatisfeitos e insatisfeitas. Somos bilhões. Não são tantos assim. E já faz sucesso. O que a Igreja tem a ver com a decisão de cada um? Como ela, que dá o exemplo com seus crimes sexuais - na verdadeira acepção da expressão, contra mulheres e crianças, cometidos por seus 'ministros', e pagando, juridicamente, com o dízimo de fiéis, um mal que nunca será perdoado, impõe 'moralidade'?
Qual a cara do Brasil hoje? De  'otário'? De pessoas que, apesar de terem o livre-arbítrio (ditado pela Igreja) não podem decidir sua vida.?
- Se meter na vida dos outros! Que feio!
   
Milhões de pessoas já não têm a expressão vazia e, sim, cheia de cores da vida que urge (não ruge), antecipando o prazer, talvez também, junto a 'olhos vidrados, olhando para a lua...'

P.S. Pedidos de desculpa por parte da empresa puseram fim à questão. A empresa retirou o outdoor. Está perdoada.

- Que tal colocá-lo outra vez? Só no Rio? O Brasil é maior.

Continua...
Perdoar é uma palavra controversa.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Sobre Cinquenta Tons de Cinza

Tons cinzas de Cinderela

 (falando de um livro não lido? Cinquenta Tons de Cinza)

A guerra dos sexos

Quando pensamentos agem sobre outros pensamentos se torna possível formarmos nossa informação. E como comentei numa postagem anterior : Como Falar de Livros que não Lemos, falo de Cinquenta Tons de Cinza.

Uma foto da autora com um sorriso largo: Sexo não tem regras. E acrescenta: O sexo faz parte de nós. Pergunta óbvia’.  Você não sabia? 

O livro nasceu de uma brincadeira na internet e se transformou numa estratégia de marketing. O marketing é a excelência no domínio do cérebro na conquista de mentes, já que sabe como estimular lembranças do passado, estados futuros. Sexo é a ordem do dia, função necessária para a procriação, recompensada com prazer. Seres imaginários os têm, vampiros, morto-vivo, bruxos, lobisomens. Todos fazem sexo. A civilização é comandada por alguns poucos. ELES falam, os 90% obedecem. Os contos de fadas criam imagens cruéis. A neurociência nos abre a informação: vivemos a queda do centro de nós mesmos. Livre-arbítrio é uma ficção. O além é uma fixação. A gente é cérebro. Os memes  dominam. O cérebro pode ter danos. A vida da mulher é rotina. Quem não quer um orgasmo! Sucesso! 

Erika (E.L.James) explica que  o livro é um conto de fadas. Nasceu de Cinderela, de seu príncipe, do filme de vampiros, O Crepúsculo, e DA NECESSIDADE DO MERCADO: sexo para mulheres. Nada de mais, os contos de fadas são cruéis.  E fomos cridas com eles. Lembram daquele que a bruxa prende Joãozinho e Maria numa gaiola para comê-los depois? Madrasta humilhando Cinderela. Tá aí! Humilhação – Anastasia Este sentimento agride. Cristian espanca o bumbum da garota. Afinal ele é um sujeito traumatizado, dá surras, coloca fetiches dentro do corpo da mulher, obrigando-a a andar para ter sensações, a usar vendas, algemas, tudo que submete uma mulher à dor. Imobiliza-a física e moralmente. O abuso sexual o instigou na vida a chicotear as mulheres. Nosso cérebro faz nosso comportamento. Fora da situação sexual continuamos os mesmos. 

Freud decifrou a alma feminina? Que mito!  Com conceitos retrógrados do milênio passado! E vi o filme Um Método Perigoso! Jung e Freud. O filme é uma obra prima. Freud e Jung. Cenas à parte. Ouvi só, na conversa deles sobre o método psicanalítico, expressões: talvez, pode ser, isso representa algo para você, você mistura superstição. E uma cena que me parou. Parecia o Cristian açoitando a Anastasia. Vi Jung açoitando o bumbum da amante-paciente-com problemas histéricos.  Esclareço que é ela que pede. Mas ele aceita. Bate. E sabem por quê? Sabina só sentia prazer na dor. E muito interessante, também, é forma como ele foi influenciado por um ‘paciente com problemas mentais’, enviados por Freud. Açoitar a amante foi também um prazer para ele!  O filme diz tudo, num linguagem nota dez. Só podia dar no que deu. Freud associa o sexo à morte. Yung, o sexo à dor. Fico com Darwin. Sem alma. Sem dor.
Em uma entrevista, a autora se declara tão pervertida quanto quem a lê. Mas diz que conserva sua integridade! Conceitos são forjados. Integridade é nome abstrato.

Ao livro. 
Fiz três incursões no livro. Em poucas linhas, chicotadas, já citada na primeira postagem;, em outra, numa livraria, o tirei da pilha  de megassucessos: “Ele passava óleo de bebê na minha b... A outra, por acaso, três linhas das primeiras cem folhas. Já sei que nada acontece nelas.

O personagem, Cristian, procurando vítima para extravasar seu trauma sexual. Até aí, um homem rico, abusado por uma mulher. Sempre a velha desculpa. Isso lhe deu o direito de açoitar uma jovem virgem — tirada do começo do século passado, virgindade e inocência defendida.  Assim era, não é Freud? : ‘As mulheres nem  sabiam nem como nascia um bebê’. Ah! Ele a encontra e a faz vítima de sua trama. Ela é uma Cinderela, e ele vai mostrar-lhe que sexo  e dor andam juntos, enfim um homem mentalmente pervertido e traumatizado que achou uma mulher que se submeteu a ele. Homem rico é assim,  toma as mulheres, o pobre é que estupra, dizem no dia a dia. Verdade? Conhecem a história do Barba-azul?

Concluí que é uma história coreografada para incluir o sexo sadomasoquista. Me lembrei do Marquês de Sade... Site pornográfico inventa até historinhas legais. Claro que às vezes tratam as mulheres como animais (batendo no bumbum para ver a qualidade, tal qual se fazem em alguns animais), mas talvez eu não tenha me aprofundando e seja assim mesmo. Passeio romântico entre príncipe e Cinderelas, em interpretações tortuosas dos contos de fada. Tudo coreografado para incluir o sexo sadomasoquista. O milionário, a jovem inocente, virgem  (aliás, uma jovem brasileira – na internet- conseguiu um milhão e meio de dólares para ser desvirginada. Esperta! A virgindade vale ouro, meninas, guardem as suas como tesouro. Os tempos são outros. A propósito, a virgindade das Índias (12 anos) no Amazonas, vale R$20,00). Duas brasileiras e dois preços!
Do livro chega. Como diz o Arnaldo Jabor, o livro é ruim. O filme vai ser ruim. Confio no Jabor.

Mas é um megassucesso. 100 milhões de livros vendidos! . Num tom cinza de desafio, o romance está eletrizando mulheres e homens.
Mudei meu foco para os 100 milhões de leitores. Eles, elas são realmente os megassucessos.

As reportagens sobre o livro foram inteligentemente feitas. As perguntas, com segunda intenção e mensagens subliminares, desnudam a autora, o livro e as leitoras. Dá para se informar.
Assim, li testemunhos, críticas, humor (mulheres como as lagartixas), sacrifícios, opiniões. Expressões: É careta, o mais erótico, que impacta, tom (cinza) enigmático, vou pensar em atos iguais, cativa, choca, me apaixonei pelo Cristian?! Seduz com maestria, é tudo que a mulherada quer (aí, pera aí, chicote foi criado por ditadores, autoritários, mafiosos, pervertidos e religiosos).

O sucesso está no âmago das leitoras. Todas elas sonham em ser a ‘outra’! A que dá prazer! Isto partindo da classificação que os ‘ homens’ fizeram da mulher: a IMACULADA, a minha  (não tenham muita certeza),  e a OUTRA, mestra na arte sexual. Hoje, Elas querem ser a ‘OUTRA’! Um marido ciumento: E agora? O que minha mulher vai pedir na cama? Vai arranjar amante? Foi no que deu a historinha bíblica criada no alvorecer da civilização, fazendo-a sonhar com a felicidade com entes celestiai s- todos assexuados. A realidade em letras bem grandes: SEXO=PECADO CAPITAL. Os confessionários desapareceram. O feitiço virou contra o feiticeiro.

A mulher é e foi enganada desde os primórdios, é frágil e se dissolve na sua ignorância. Largar tudo é uma atitude drástica. É complicado o jogo do poder. Causa espanto.

Quem está por trás? Façam o caminho do dinheiro.

Me lembro da cena de estupro no livro de Stieg Larson, ( Os homens que não amavam as mulheres, o primeiro  de uma trilogia com o tema: tráfico de mulheres) em que ela, Lisbeth ( uma tremenda criação de personagem,)  enfrenta seu tutor, que já a estuprou mas quer repetir, grava as cenas com uma máquina de filmar e o ameaça com a divulgação. Se defendeu com inteligência. Ali havia uma personagem-mulher. Com seus traumas, gente, sexual, no sentido prazer. E Michael, então! Que homem! Só que o filme irritou pelo descaso para com o livro e personagens. 

Anastasia. Não é uma personagem. É um tipo – previsível, fabricada. Cristian uma fórmula. Como será o filme? Mega-sucesso? Tenho ou não razão? A perversão de Cristian é que enlouquece. Ah! E a que estava na escuridão mental de Anastasia.

Fiz uma adaptação do conto Cinderela para o teatro.  Quis tirar Cinderela da tortura conto  em que a fizeram protagonista. Eu lhe dei um toque de paciência e esperteza. Ela se safa da ficção e vem para a realidade numa outra peça. Odiava sua história. Quanto ao príncipe ela já o achava uma chatice. E PERVERTIDO. Mas a história era assim. Fazendo um paralelo com Cristian, o príncipe tinha uma psique conturbada, pode-se dizer pervertida. Dançou com ela três noites, conversou, a beijou, e, vendo que ela sempre se safava, pôs piche na escada para imobilizá-la. Não deu. Ela tirou o pé do sapatinho. À procura pela dona do sapato, Sua Alteza Imperial três vezes bateu na porta do Pai de Cinderela. Aceitou as outras duas irmãs a princípio,  mas  as irmãs tiveram que cortar dedo, calcanhar.

Cinderela — É conto de fadas ou conto-cão?

O príncipe voltou uma terceira vez. Viu-se enganado. E defrontou-se com Ashenputel.

 Cinderela — Não me reconheceu! Só olha para meu pé! Mate a charada. Deusa das Cinzas! Te disse no palácio! 

Eu, hein! 
Final: Sessão de autógrafos. Erika deslumbrada: ‘É uma diversão!’

Uma menina de 15 anos, com o livro, vem pedir um autógrafo a ela.
Erika (com vontade de dar um pito nela):

 Sua mãe sabe que você está lendo ISTO aqui? 
Erika está bem consciente que seu livro é um ‘ISTO AQUI’ sexual. A MENINA NÃO!

 Erika, por que o pseudônimo E.L.James?

Pausa para a poesia:


É doce o conhecimento trazido pela natureza;

Nosso intelecto intrometido

Deforma os belos feitios das coisas:

Assassinamos para dissecar. (Wiliam Wordsworth)

 P.S. O orgasmo é um verdadeiro quebra-cabeça científico, é presente da evolução e todos nós temos direito. Com prazer. Mas não é maioria... Existem 100milhões que gostam de ....

No site http://joanarolim.com/arquivo/  um documentário (sem imagens) sobre pesquisas e experiências científicas  para desvendar os segredos do sexo.  Com muita paciência.

Guerra dos sexos? Aí saímos ganhando! 20segundos a 2.
Joana Rolim

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

ONU- PRECONCEITO CONTRA A MULHER



ONU Preconceito contra a mulher.

 
É fato que hoje em dia as mulheres conquistaram grande parte dos direitos que antes eram somente concedidos aos homens, mas o machismo ainda continua vivo, apesar de camuflado, em diversas situações.

Para mostrar esse machismo que muita gente se recusa a ver, a ONU lançou uma nova (e excelente) campanha, para chamar a atenção quanto ao procedimento  dos homens em relação às mulheres, que consiste em uma série de imagens utilizando o campo de busca do Google mostrando as sugestões que ele dá baseado nas buscas das pessoas. É aquela famosa frase que vai surgindo conforme você digita algo no Google, sabe?

O resultado é preocupante, vejam só:

Com frases ‘chocantes’, a ‘campanha’ levanta discussão sobre os gêneros. Usaram FERRAMENTA de busca na internet para fazer uma campanha para

FERRAMENTA!!! Com ela, responde-se às perguntas como os homens  deveriam se portar em relação às mulheres. Com mais ‘educação’ e não a humilhando! Viramos mercadoria!

Viramos ferramentas. Que pouco caso, Senhor Secretário! Oficializarmo-nos como segundo sexo! Com frases depreciativas e ingênuas e após um conselho aos homens de como devem nos tratar.



 Mulheres deveriam:

ficar em casa/

ser escravas /

ficar na cozinha /              

não falar na igreja
Frase sugerida aos homens: Mulheres deveriam ter o direito de tomar decisões.





Mulheres precisam:

Ser colocadas em seu lugar

Saber seu lugar

Ser controladas

Serem disciplinadas

Mulher não tem vez

Frase sugerida aos homens em relação à mulher:
Mulheres precisam ser vistas com igualdade.





Mulheres não podem:

Dirigir

Ser bispas

Ser consideradas confiáveis

Falar na igreja
Frase sugerida aos os homens: Mulheres não podem aceitar as coisas como elas são.





Mulheres não deveriam

Ter direitos

Votar

Trabalhar

Lutar
Os homens deveriam trocar por: Mulheres não deveriam sofrer discriminação.


Engenhosa estratégia. Mulheres precisam ser ajudadas pelos homens: a ferramenta vai lá  e completa e vai atrás, autocompletada por mulheres que precisam se colocar em seu lugar, saber seu lugar, ser controladas, ser disciplinadas, mulher não tem vez.
O visual da campanha também é interessante. Escolheram  uma mulher com tipo bem diferente uma das outras.: 
loura, morena, islâmica,, meio índia. Não tem afrodescendente países que praticam a mutilação genitália feminina para impedir o prazer. Morrem de infecção. É dramático, condenável, inimaginável,  tudo isto figurar na lista das violências contra as mulheres.
Países árabes, não só, exigem a obediência total aos maridos, se se separam, elas são obrigadas a ficar com os pais. Meninas, muitas, não tem acesso à educação.

No Brasil, foi sugerido pelo governo a construção de mais casas para acolher as mulheres vítimas da violência masculina.
_ Bem , aí o homem pode dizer: casas construídas com nosso dinheiro! Vamos enchê-las. AH!!!
Testando:

A gente testou aqui e é verdade mesmo – as frases que vão surgindo conforme você digita algumas frases referente às mulheres comprovam que o machismo está bem longe de acabar, olha só:
Mulher precisa|: calar a boca, crescer, dormir mais, realizar trabalho fora da escola.
Mulher não pode: combinar trabalho e casa com sucesso, ser padres, pregadoras, ter tudo isto.
Mulher não deveriam estar em combate, não trabalhar,  não ser padres, permanecer em casa.

Fomos reduzidas oficialmente ao ‘segundo sexo’, mulher-objeto. Em termos: físico, espiritual e emocional. Com risco de existência. Sem perguntas.
Fui à Clarice Pinkolé Isté. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, analisa o existir da mulher. Seu auge foi nas décadas de 80 e 90. Foi meu livro de cabeceira.
Linguagem dela para todas elas. Com respeito e carinho. Apostando na mulher.
“A mulher é alma faminta. Tem fome por qualquer coisa que a faça viver."
 Porém digere:
Valores,propaganda, filosofias, tapas, perseguições, violências, agressões, queimaduras ( até com ácido), buling, mutilações, assassinatos de mulheres, insultos, desatenção, prisão, mágoa, o calar, o sofrer, o se submeter...
Privada de sua criatividade, percepção sensorial, dons artísticos.
Algumas se acham ‘felizes’! É preciso se rever o conceito de felicidade.
Qualquer coisa que lhe diminua a vida determinada pelo homem.

No espelho, a mágoa, ódio a si mesma, bajuladora, prisioneira, vítima, desatenta, com percepção embotada, existência em risco, submissa, triste, sorriso disfarçado, inconsciente de sua privação, ingênua, vítima sexual de prazeres pervertidos, ( lembrou de 50 tons de cinza), com relacionamentos prejudiciais etc...etc...etc...
Ou vê um par de sapatos vermelhos ( um conto do livro). História genial e crucial.

Enquanto fiquemos com índices assustadores de violência contra a mulher:
A cada 20 segundos, uma mulher é agredida.
A cada 2 horas, uma mulher é assassinada.
Por seus parceiros.

Os outros casos não entraram na pesquisa. Há casas para as agredidas. As outras perderam o dom da vida.
Poderíamos falar muito mais. Mais uma vez seremos tema de piada? Ou de buling?
Observação: Na próxima postagem, a análise de uma possível libertação. Nem que seja pra sonhar. Também de Clarice.

Clarissa Pinkola Estes 




"Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas."